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Coisas Boas de Contar

"ao escrever sei esclarecer tudo, os meus pensamentos, os meus ideais, as minhas fantasias." Anne Frank

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Seg | 01.06.20

Momentos de Mãe #12 - "O Regresso à Escola"

Contei

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Como TODOS os pais (acho eu), o meu coração, hoje, bateu mais rápido e forte... aliás... acho que anda nestes modos, desde 5ª feira, quando recebi o comunicado, do Infantário, sobre a abertura do mesmo e as novas regras e normas que iam implementar. Tudo o que escreveram parecia (e parece) fazer sentido bem como o telefonema da educadora, na sexta-feira, com intuito de acalmar o sistema nervoso das mães histéricas com a situação (euuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu )!

 

O Comunicado veio descansar-me, em parte, mas a verdade é que estamos a lidar com crianças de 3/4 anos, cheias de saudades dos amigos, das educadoras, das atividades, dos espaços... de partilhar abraços, beijos, brinquedos... ai, ai, ai, ai... e foi aqui que o meu pensamento descambou e que um bocado de pânico veio à tona (um bocado... MUITOOOOOO acho eu ). Como explicar a estas crianças, que não podem partilhar e abraçarem-se quando são as duas máximas, do infantário, nestas idades? Tudo se partilha e tudo se resolve com desculpas, beijinhos e abraços... .

 

Depois de um domingo de preparativos, onde, tive de preparar, 2 mudas de roupa separadas e embaladas em sacos devidamente identificados, 1 lençóis embalados e identificados em sacos de plástico, 1 par de sapatos, fáceis de calçar, dentro de uma caixa identificada - para usar na escola - chegou a segunda-feira... e se eu estava preocupada... a pequena estava contente (tirando o despertar que foi cedo - 7:30h - para o que estava habituada - 9:00h). Escolheu a roupa e as sandálias, tomou o iogurte e as bolachas, fiz-lhe um rabo de cavalo, lavou a cara e os dentes... pediu creme para a cara... perfume... e até queria batom (de certeza). E lá fomos nós... 

 

Entreguei-a à auxiliar... que estava de máscara, luvas e fato próprio (de plástico). Fiquei na porta porque não podemos entrar. Desinfetou o saco dela, trocou-lhe os sapatos, lavou-lhe as mãos e colocou gel... e lá foi... toda contente... e como foi... também veio... a educadora trocou-lhe os sapatos à saída... lavou-lhe as mãos... colocou gel... e lá veio ela, feliz da vida, com um trabalho do dia da criança...

 

Como amanhã, não terei de me deslocar ao escritório, e fico em casa a trabalhar, acabei por considerar a hipótese de a levar apenas nos dias em que tenho mesmo de sair. Sendo assim comecei por informar a educadora dessa situação. Estava um pouco receosa, porque perderam tanto em 2 meses que não a quero sujeitar a perder mais nada... mas por outro lado... não há necessidade de a colocar nesta posição diariamente. A educadora mostrou-se compreensiva, pelo que lá vem a mãe mais aliviada... mais contente... mais satisfeita... mais leve... em direção ao carro depois de um abraço da miúda e de me mostrar a "mão dela" que fez em contexto de pintura para este dia.

 

Como não podia deixar de ser, tive de lhe perguntar como tinha corrido o dia e informá-la de não ia à escola amanhã...

- Então filha, gostaste de ir à escolinha?

- Sim... tinha muitas saudades da XPTO, dos amigos...

- E o que fizeste? 

- Brinquei, fiz isto, comi...

- Que bom... mas amanhã ficas com a mãe... 

- Não quero...

- Porquê? - pergunto eu indignada (tipo... tratei-a mal?)

- Quero vir para a escola... já tive muito tempo contigo...

 

Bem... foi assim... 

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