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Coisas Boas de Contar

"ao escrever sei esclarecer tudo, os meus pensamentos, os meus ideais, as minhas fantasias." Anne Frank

Coisas Boas de Contar

"ao escrever sei esclarecer tudo, os meus pensamentos, os meus ideais, as minhas fantasias." Anne Frank

Qui | 16.05.19

Dos DRAMAS conjugais à RUPTURA efectiva - Como Escapamos?

Contei

Que título, não é? Nunca achei que seria pessoa de, efetivamente, ter de ponderar o casamento (embora saiba que o amor, ao contrário do que apregoamos, não é eterno e, que a vida, em conjunto, tem altos e baixos sendo a felicidade eterna uma utopia) contudo como é que saímos, não de um baixo conjugal, mas daquilo a que chamo fossa?

 

Coloquei a música mais lamechas que poderia ter a tocar no meu spotify. Sim... é aquele momento em que me apetece chorar. Tenho um acumular de sentimentos guardados em mim. Tranquei esta porta durante algum tempo, mas necessito, urgentemente, de a abrir... de a partilhar...

 

Quando casei já namorava há alguns anos. Foi uma decisão ponderada, mas levada a cabo, na mesma, com algum receio, pelos motivos que já mencionei acima... e se um dia deixássemos de sentir? E se um dia o objetivo que traçamos em comum deixasse de fazer sentido ou desaparecesse? Claro que, como humanos que somos, necessitamos de estabilidade... de fazer planos, de pensar mais além... até porque nesta vida nada é certo... e se tivermos medo de tudo... não fazemos nada! Sou uma eterna apaixonada, mas devo dizer que o conceito de "para sempre" é assustador quando a literatura em pouco apoia coisas "eternas". Contudo, durante esse tempo, sempre fomos, da nossa forma, felizes e nos completamos. Havia cedências em prol da outra parte, como é normal, mas não as considerava sacrifícios. "Sacrifício" é a palavra que não deveria existir num casamento. Tudo o que abdicamos, em nome do outro, é para fazer feliz uma parte de nós... e se amamos, a felicidade, da outra parte, com mais ou menos "renuncias" é a nossa... logo... é felicidade de outra forma...

 

Estou casada vai fazer outros tantos anos. E hoje dou comigo a pensar... onde está o sentimento? Onde está o objetivo comum? Como é que perdemos o rumo sem nos apercebermos mais cedo? Como falhamos neste tema? O que aconteceu ao nosso companheirismo, amizade, intimidade...? O que aconteceu aos momentos a dois? É uma derrota conjunta e pessoal... vejo a vida a dois a desfazer-se... terá sido o filho a prova de fogo que uma das partes não conseguiu superar? E agora? Como se rebusca algo que achamos impossível de reencontrar?

 

Será que este é um pensamento demasiado feminino? As mulheres sentem... viram a mesa quando estão frustradas... e quando deixam de sentir fecham a porta! Será que os homens pensam assim? Será que pelos filhos, pela estabilidade, pela sociedade ou outro motivo acabam por tentar virar o jogo? E se não conseguem? Ficam nele? Porquê? Por uma questão do conceito de família? Pela sociedade? Pelas aparências? Ou batem com a porta também?

 

Alguém a passar o mesmo? Ou que já tenha passado... conseguiram recuperar? E se sim como? E se não porquê?

 

Nota: parece uma redação dos desenhos animados que davam na televisão... "A idade dos porquês"... acho que só cheguei a ela agora...

 

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