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Coisas Boas de Contar

"ao escrever sei esclarecer tudo, os meus pensamentos, os meus ideais, as minhas fantasias." Anne Frank

Coisas Boas de Contar

"ao escrever sei esclarecer tudo, os meus pensamentos, os meus ideais, as minhas fantasias." Anne Frank

Sab | 29.06.19

A Minha Veia de Colecionadora

Contei

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Ora bem, há quem colecione moedas, autocolantes, pins, copos de shot, palhetas e todo o tipo de artigos. A verdade é que nunca liguei muito a estas coisas. Tinhas as habituais cadernetas (spice girls - onde comprávamos os cromos por balúrdios - nada como guardar o dinheiro do lanche) e preferia fazer coletâneas de livros (dependendo do mood e da idade - às vezes haviam umas giras que saiam com o Correio da Manhã ou Diário de Noticias - ainda tenho algumas)!

 

Quando tive a minha primeira experiência, de turista pela europa, em Londres com uma amiga, reparei que os Ímanes eram aquele tipo de presente barato, que as pessoas gostavam e que nos remetiam para os sítios por onde já tínhamos passado. Como é óbvio fiz logo contas de cabeça: Sempre que viajar (era e é um sonho - não sei em que momento deixou de ser uma prioridade) vou comprar um Íman para mim própria (e mais umas coisinhas) para colocar no meu futuro frigorifico (o resto da malta leva um também)!!! Assim fico com provas do crime pouco dispendiosas (a outra alternativa era fazer um mapa gigante numa parede de casa, um mapa mundo, e colocar fotos - gosto mais desta, mas nunca se proporcionou... não sei porquê... às vezes pergunto-me se o tivesse logo feito se não me teria obrigado a viajar mais... ou se não o fiz porque não via como... quem sabe ainda seja viável). 

 

E se Maomé não vai a Roma... arranja uma alternativa já que Roma não se desloca! Assim sendo acabei por me tornar na pedinchona de Imanes entre os amigos (Há a picuinhas, a pimbalhona, a festeira, a cocó, a aventureira... eu sou... aquela que já referi). Sempre que alguém me alerta que vai a algum lado... surge uma sirene mental e ninguém resiste ao meu apelo de colecionadora compulsiva de locais que nunca visitei! Tenho uma coleção ENORME no frigorifico: Nova Iorque, Cabo verde, Punta Cana, Brasil, Holanda, Viena, Tailândia, Finlândia E TANTOS OUTROS. Infelizmente os que trouxe são apenas 6 - Roma, Londres, Açores, Madeira, México e Salamanca...

 

Sinceramente, espero adquirir mais e de preferência por mim (acho que tenho mesmo de rever algumas prioridades ). O motivo do post: Uma amiga foi à Tailândia e entregou-me a minha prendinha... !

 

PS - Agora é que reparei como o meu frígorifico parece foleiro (devido à fotografia) !

 

 

Qui | 27.06.19

Quinta das Colmeias - Lanção

Contei

Nunca tinha ficado em uma casa de Turismo Rural (Fui no fim de semana de 15 e 16 de Junho). Desengane-se quem acha que vai ser comido pelos bicharocos! Pelo menos em Lanção (pequena aldeia do concelho de Bragança - 10km - para vos situar) não aconteceu! A experiência foi boa (para quem não tinha um fim-de-semana a 2, desde 1714, até uma barraca teria servido)!!!! Contudo, deixo aqui algumas notas para quem pensar passar por lá:

 

Espaço Interior:

  1. Quarto: confortável, acolhedor e limpo. Tinha ar condicionado e televisão. Pecava por não ter estores e apenas um cortinado (no domingo abri os olhos às 6h45 a pensar que seriam 10h devido à claridade);
  2. Casa de Banho: renovadas, limpas e com produtos de higiene e toalhas. Não reparei se tinha secador pois raramente seco o cabelo. Infelizmente, o aquecimento da água ainda passa pela caldeira e estando os quartos todos ocupados tomem lá água morna a roçar no fria!;
  3. Restaurante: 15€ por pessoa e era só descer a escada. Tinha box e lareira, mas como não estava frio não se justificava acender. A comida era maravilhosa, caseira e com vários produtos da zona: enchidos, alheira, presunto, queijos, etc. Infelizmente tivemos de perguntar o que era o jantar, os preços e afins pois não têm nenhuma informação sobre isso;
  4. Espaço Interior do Hotel: No geral está bem conservado, alguma tinta estalada da humidade e um buraco numa das escadarias para o 2º andar mas mal se notava (só a picuinhas reparou);
  5. Wireless: Ele estava lá... e havia uma palavra passe... pena que não funcionava ! Talvez seja propositado !

 

Espaço Exterior:

  1. Piscina: estava desligada quando chegamos e tinha muita porcaria no fundo. Dei apenas um mergulho! Espreguiçadeiras viradas do avesso e por limpar, relva um pouco maior do que o recomendado ou seca (com o corta-relva lá no meio parado e o sistema de rega enterrado por ervas daninhas). O chuveiro não estava a funcionar, mas as casas de banho externas estavam imaculadas e operacionais;
  2. Bar e Alpendre: O Bar estava sujo e desarrumado porque ainda não estava em funcionamento, mas podia pelo menos estar limpo. O alpendre perto da Piscina precisava de alguns "toques" nas madeiras, azulejos e ser envernizado, mas consegui sentar-me lá a ler;
  3. Acessos: para conseguirmos passear nos trilhos destacados tínhamos de usar botas de biqueira de aço e calças de ferro para não nos ferirmos! De qualquer forma arriscamos e lá conseguimos comer umas cerejas das árvores. Estavam mesmo deliciosas;
  4. Casa da árvore: chegar lá não foi fácil e apenas serviu para a foto. Por dentro necessitava de uma limpeza e poderia ser aproveitada de outra forma;
  5. Animais: Não me incomodam porque são meiguinhos, mas estarem cheios de carraças... isso deixa-me louca!
  6. Aluguer de bicicletas: Não soubemos nada... mas supostamente havia (ok, também não questionamos...).

 

Moral da história: se forem para dormir e comer vale a pena, mas se forem para aproveitar o espaço exterior divulgado pelos sites... esqueçam! Não sei bem qual o motivo, nem se a situação será diferente em Julho e Agosto, mas deixa muito a desejar! Deveriam ter uma pessoa a tempo inteiro a tratar do espaço e não têm (o Anfitrião era muito simpático e contou-nos a vida toda ).

 

Vou deixar uma fotos, mas não se iludam. Foram tiradas por profissionais :

Ter | 25.06.19

O Regresso às Origens

Contei

Quando os meus pais resolveram largar o Norte, não viemos logo para Lisboa. Ainda moramos um aninho entre a Foz do Arelho e as Caldas da Rainha (adorava aquela praia e as outras da zona - Baleal, Consolação...)! Não me recordo de muito sobre essa mudança, apenas que eles vieram primeiro e quando me foram buscar consegui fazer uma viagem de 6 horas sempre a chorar (por incrível que pareça tenho lembranças dessa viagem)!

 

Mas quem tem terra e ainda familiares por lá, acaba sempre por voltar. A minha avó, que ainda é viva, era a minha melhor amiga no verão (ainda é). Mal acabavam as aulas e eu zarpava rumo à Aldeia! Eram 3 meses entre andar de bicicleta (cheguei a perder-me no monte), ver televisão (os desenhos animados e o "Escolha você" - Kit, Esquadrão classe A, Macgyver e não me lembro do outro), Música (a minha avó tinha um rádio velho na casa de baixo... servia de banda sonora às minhas brincadeiras - desenhar acima de tudo), ler ("Uma aventura" e o "Clube das Amigas"), piscina (Vila Flor - só precisava de boleia mas havia sempre o primo do primo da prima que mora para lá do sol posto), rio (Tua ou Sabor - o pior eram os peixinhos) e à noite dava uma voltinha pela Aldeia!!! Nada de especial, mas sabia realmente a férias e fazia-me transbordar de felicidade!

 

Com o tempo fui fazendo amigos e ficando mais velha (não perdoa o tempo)! Passei a ter um grupo, todos mais ou menos das mesmas idades! Juntávamo-nos atrás da igreja aos rebanhos de 20 ou mais. Entre o pessoal que lá morava (que hoje estão para fora ou em grandes cidades do país), emigrantes, pessoal de férias fazíamos a festa!!! Quando os meus pais chegavam - para a festa (todas as terriolas têm uma festa - onde no Domingo há a procissão e a vestimenta deve ser nova) - é que descambava! Largava a casinha da minha avó e lá ia eu para a nossa!!! As miúdas (4 ou 5) comíamos em casa umas das outras, dormíamos à molhada (as gajas, claro), nunca parávamos em casa... levávamos os discmans connosco, ou walkman ou mais tarde os telemóveis e o tabaco e ninguém nos apanhava!!! Apanhávamos banhos de sol nos quinteiros, banhos de mangueira... a rédea era longa e podíamos chegar tarde... afinal, nada se passava na Aldeia!!!

 

Este fim de semana foi um reavivar de memórias. A aldeia está mais vazia e um pouco diferente, mas há "coisas" que permanecem iguais! Levei a minha filha! Agora com quase 3 anos, a perceção da bisavó e da situação em si já é completamente diferente! Andou de mota, passeou pela aldeia, andou descalça, dançou na festa, comeu gelados... conheceu algumas pessoas (tudo primos - é tudo primo lá em cima). Estava radiante e cansada de tanta algazarra!!!!

 

Eu aproveitei para ler, andar de bicicleta (aquele vento na cara... aqueles lugares... foi fantástico...), andei de mota (com o meu pai a conduzir, claro), fui até à Piscina... uma noite até ao santuário... vê-se a aldeia toda... corre uma brisa... é tão pacato e pacifico!!!

 

Enfim... no meu caso esta aldeia deixa muitas saudades... há realmente lugares que nos marcam...

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Sex | 21.06.19

O Livro: Os Homens do Álibi

Contei

índice.jpgNão consigo entender como fiquei tanto tempo sem ler e no espaço de 15 dias dei cabo de 2 livros! Antes de avançar, com compras loucas de livros, resolvi dar uma vista de olhos lá por casa. Reparei que ainda tinha alguns, na prateleira, da época do "Círculo de Leitores" (fui sócia durante algum tempo) e relíquias que me deram e que ainda não tinha lido. Para fugir um pouco aos livros de "autoanálise" ou "auto ajuda" ou lá o que lhe quiserem chamar, peguei num thriller de Tami Hoag (nunca tinha lido nada dela). Nada melhor que um crime para mudar um pouco o registo de leitura. Não posso dizer que amei o livro, mas também não o odiei... o meu meio termo, quando não amo nem odeio, é apelidado "indiferente"... e foi esse o caso...

 

E do que fala o Livro? De Palm Beach, competições de cavalos e de um mundo secreto da alta-sociedade. Elena é a personagem principal, ex policia e ex menina rica, que vive escondida do seu passado. Refugia-se nos cavalos para não pensar nas suas experiências de vida falhadas. Contudo, com a descoberta do corpo, de uma amiga - Irina - rapidamente se vê envolvida numa perigosa teia de crime e poder ao investigar a sua morte. Caso para dizer que não tarda a descobrir que o passado regressa sempre para nos atormentar (BUUUU)!!!

Ter | 18.06.19

Reflexão Impulsiva sobre: O Príncipe Encantado!

Contei

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Príncipe encantado? Não donzelas em apuros... não se iludam... não existem príncipes encantados... pelo menos não como nos filmes da Disney!!!! E mesmo que existissem teriam sido caçados por dodocas com nomes como "Branca de Neve", "Bela Adormecida" "Ariel" entre outras!!!

 

Seja como for, quem quer um príncipe encantado? Basta as regras básicas do cavalheirismo aliadas a uma vertente de vilão em outros campos!!! Sim... não venham com histórias!!! Todas nós gostamos de um lado mais "sacaninha" dentro de certos parâmetros (como é obvio)!!!

 

Então se não há príncipes encantados... o que anda em forma de homem a vaguear pelas ruelas por onde passamos? Homens... pessoas... e como todas as pessoas não são perfeitos!!! A única questão é saber distinguir um homem de um menino (homens imaturos à espera de pelo na "benta" - como se diria no Norte)!!!

 

Como eu acho que os DISTINGUIMOS:

  1. "Meninos" querem as coisas à sua maneira Vs Homens que fazem o que deve ser feito (sabe que nem tudo é como idealiza);
  2. "Meninos" quando têm medo não agem Vs Homens que têm medo, mas sabem que têm de agir e vão fazê-lo;
  3. "Meninos" não sabem o que querem nem como comunicá-lo Vs Homens que sabem o que querem e vão comunicá-lo e negociar as condições;
  4. "Meninos" reagem Vs Homens que pensam, ponderam, previnem e agem;
  5. "Meninos" acham que no final tudo se resolve da melhor forma Vs Homens que sabem que há consequências e limites para as suas ações;
  6. "Meninos" lutam com o tema da "responsabilidade" VS Homens assumem a responsabilidade;
  7. "Meninos" mantem-se na sua zona de conforto e receiam desafios VS Homens que fazem exatamente o oposto;
  8. "Meninos" armam-se em espertos VS Homens que são firmes e têm uma opinião formada;
  9. "Meninos" são egocêntricos VS Homens que sabem lidar com o tema e conseguem ser uteis para os restantes;
  10. "Meninos" não sabem o que querem da vida VS Homens que têm uma visão clara do que querem da vida mesmo que isso mude com o tempo.

 

Bem... isto é uma opinião (vale tanto como tantas outras) que me leva a crer que se fosse do sexo masculino ainda seria um hibrido!!! Ainda teria muito para aprender!!! Seja como for, na falta do prÍncipe encantado ou de um homem com estas características... escolham um que vos faça sorrir...

Seg | 17.06.19

Vale a Pena #1

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Hoje acordei com a mania de que vou inspirar as mulheres a usarem produtos de beleza... ahahah. Devo dizer que até ter entrado no meu antigo trabalho, a minha maquilhagem matinal passava por água, sabão, creme na cara e batom (batons não faltam naquela casa. Sempre adorei. Fosse um simples rosa ou vermelho vivo!), ah, às vezes um rimelzinho... se houvesse... caso contrário... quando comprasse...

 

Seja como for, só comecei a analisar outros produtos, quando uma das minhas ex-colegas me começou a chatear: "Tens de por uma base, um blush ou um eyeliner, ficavas muito melhor" - dizia ela todos os dias enquanto se maquilhava na casa de banho do escritório. " A sério? Acordo às 6h da manhã, não quero perder 1hora nisso!" - respondia eu. A verdade é que "água mole em pedra dura tanto bate até que fura"... e lá comprei uma base, recomendada pela minha maquilhadora de serviço, a Irmã mais nova (fã de maquilhagem), que me deu umas dicas para acertar com o tom de pele e para a espalhar de modo a não ficar manchada!

 

Isto para dizer que afinal demoro um minuto a espalhar a base e que já uso o mesmo produto há algum tempo e Vale a Pena: Base Maybelline - Efetivamente dura 24horas, encontram com facilidade o produto e é acessível - 9,90€.

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Sex | 14.06.19

A Arte Subtil de Saber Dizer que Se F*DA - É um LIVRO!!!

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Antes demais não sei se posso escrever asneiras nos títulos... Posso? Independentemente disso, o livro tem mesmo este nome!!! "The New York Times" recomenda e eu achei engraçado (já está na mão de outra pessoa - veremos o que dirá)!!!

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Que dizer sobre esta leitura? Bem, antes demais devo dizer que estava enferrujada! Tal como a ida ao ginásio, havia (ou há) sempre uma desculpa para deixar para amanhã!!! Bem, o amanhã foram vários meses sem ler!!!  E sim... arranjei desculpas para não o fazer (vai-se lá entender)!

 

Bem, voltando ao Livro, da autoria de Mark Manson, digamos que contradiz a ideia de que o pensamento positivo é a chave para uma vida Feliz! Basicamente o pensamento positivo que se f*da (não concordo - já sinto a malta do "New York Times" a fulminar-me com o olhar) - acho que a questão passa pelo Positivismo VS Realismo. Todos devemos, na minha opinião, ser positivos perante "a vida" - e acredito que comportamento gera comportamento, logo ser "positiva" atrai pessoas iguais ou idênticas - contudo não invalida que não se seja realista e que se pise o chão!!!)! E o que ele diz mais? Ah, que é necessário lidar com as nossas tretas, ilusões e adversidades!!! Que temos de conhecer os nossos limites e aceitá-los, pois só assim conseguimos enfrentar a verdade e focar a nossa energia no que realmente interessa!!!  (Bem... senso comum... claro que concordo. Há que parar, pensar, avaliar e agir de acordo com as nossas dificuldades de forma a ultrapassá-las. Na teoria é fácil... na prática, enquanto seres humanos, por norma evitamos ou contornamos os "problemas" até sermos obrigados a enfrentá-los. Depois há aquelas raridades que pegam, logo, o touro pelos cornos!).

 

Diria que é realmente uma abordagem interessante que nos leva a questionar vários aspetos da e sobre a vida e nos leva a desafiar um pouco (se não muito) os nossos instintos. É de fácil leitura e tem várias passagens referentes às experiências de vida do autor ou outras "personagens"! Outro aspeto é o humor subtil que coloca em algumas das suas descrições ou alusões. A sustentabilidade das suas afirmações podem ser dúbias (muito baseado em experiências pessoais) mas é outra perspetiva sobre vários aspetos/temas. E devo dizer que com muita ou pouca veracidade, acreditando mais ou menos nas afirmações ou conjeturas do autor fez-me pensar!

 

Espreitem... conseguem comprar o livro até nos Hipermercados!

Qua | 12.06.19

Festas da Vila - O Hoje e o Antes

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Como qualquer vila que se preze, a minha também, tem as festas anuais (neste caso é uma junção entre a mesma e a festa da Igreja, em Homenagem ao Sagrado Coração de Jesus). Por norma começa sempre numa quinta-feira (dia dedicado à malta jovem - rock) e apanha sempre o feriado do 10 de Junho (por vezes é esticada até ao 13 de Junho - dependendo do calendário). E o que tem de especial as Festas da minha zona? Na realidade nada... juntem os carrosséis, a música pimba, as bandas desconhecidas, as farturas e pipocas e algumas lojinhas em tendas ou "feirantes" permanentes e temos a festa!!! Aquela que existe em vários sítios, ao longo do ano, com maior afluência nos meses de verão...

 

Este ano, com a miúda já mais autónoma, fomos todos os dias (já há muito tempo que vou um ou dois dias e o resto... casa, sofá, televisão...), jantei por lá na sexta-feira (mas estava um frio e um vento, que ninguém aguentava - o prato das moelas parecia um disco voador) e conheci os carrosséis todos - "mais uma moedinha, mais uma voltinha"!!! O Carro da Hello Kitty fez a miniatura de 2 anos andar feita barata tonta!!! Claro que também me ajudou nas refeições - "Ou comes tudo ou não andas no carro da Kitty" !!! Quanto ao resto descobri que há churros de tudo (oreo, doce de leite, caramelo salgado) e reencontrei algumas pessoas que já não via, há demasiado tempo, e outras que não se perdia nada se continuasse sem as ver! No final não assisti a nenhum espetáculo e vim todos os dias para casa perto da hora da Cinderela! A pedalada é outra e com a criança, o carrinho e o tempo... também não é fácil!

 

Se retrocedermos cerca de 14 ou 15 anos, as festas tinham um outro ar... A casa dos meus pais era (e é) muito perto. Embora para dormir, nesses dias, fosse tramado, também era muito útil para ir à casa de banho e ver o fogo de artificio com vista privilegiada. Saia todas as noites e tinha carta branca para chegar mais tarde. Na realidade não fazia nada de especial, mas reunia-me com a malta nas tasquinhas, jantávamos por lá umas belas moelas (feitas pela minha mãe que cozinhou para os escuteiros - à pala da minha irmã - durante vários anos), umas bifanas ou outra coisa qualquer. Aproveitávamos os carrinhos de choque (não sou grande fã... havia anos que nem andava) e apanhávamos overdoses de Kanguru Louko (pelo menos eu... acho que mesmo depois de me casar ainda andei várias vezes). Fugíamos para fumar (atrás dos carros, prédios ou lugares bem escondidos) ou para trocar uns beijinhos ... o final da noite era celebrado com um belo cachorro quente caseiro (com cogumelos, milho, cebola frita, alface, tomate e montes de molhos... ), de uma banca que já não existe (era um casal de idosos que acredito que um deles deve ter falecido e... bem... deixaram de aparecer...). Às vezes, comprávamos um balão de hélio por todos só para conseguirmos falar fininho... ahahaha... que tristezas tão divertidas...

 

A verdade é que a festa não mudou... continua igual, com mais ou menos coisas, com melhor ou pior tempo... eu é que "cresci" e o grau de importância que tem atualmente na minha vida é diferente do que tinha naquela época! Hoje em dia já não necessito de ir à rua para socializar com os amigos ou fumar às escondidas... seria giro mas idiota chupar hélio de um balão para falar fininho... ou andar no Kanguru Louko (que tenho de confessar tive de resistir - seria loucura?!)! Talvez a minha irmã (hoje com 18) as encare como eu... e daí o entusiasmo dela nestes dias! A mim... faz-me falta o cachorro...

 

Este ano já foram... para o ano há mais !

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